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Teste de ADN legal

  • infotest ADN
  • 31 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura
Dna test legal

Teste de ADN legal: definição, validade jurídica e procedimento a respeitar (guia completo)


Ao contrário de uma ideia preconcebida, os testes de ADN não são forçosamente "proibidos". Podem ser legais, mas unicamente em certas condições.


A noção de "teste de ADN legal" pode criar confusão, pois depende:

  • da legislação do país (França, Bélgica, Suíça, etc.),

  • do objetivo do teste (filiação, imigração, sucessão, identidade…),

  • e sobretudo do respeito de um procedimento enquadrado (controlo de identidade, cadeia de custódia, laboratório acreditado).


Nesta página, clarificamos:

  • os diferentes enquadramentos de testes de ADN (judicial/administrativo vs privado),

  • a diferença entre não legal e ilegal,

  • como fazer um teste de ADN realmente utilizável num procedimento,

  • e em que países isto é possível.


Legislação dos testes de ADN: 2 grandes enquadramentos


1) Testes de ADN num procedimento judicial ou administrativo


Na maioria dos países, o ADN pode ser utilizado num enquadramento:

  • de inquérito ou de instrução,

  • médico ou científico,

  • de identificação (pessoa desconhecida ou falecida),

  • ou de estabelecimento/contestação de uma ligação de filiação.


Em matéria civil, a identificação genética é frequentemente possível por decisão de um juiz ou de uma autoridade competente.


Limites frequentes:

  • procedimento por vezes longo,

  • custo mais elevado,

  • constrangimentos administrativos.


2) Testes de ADN a título privado (fora de procedimento)


Hoje, em numerosos países, os particulares podem também encomendar testes de ADN junto de laboratórios privados, fora de qualquer procedimento.

Mas atenção: todos os testes privados não são equivalentes.


a) Testes de ADN não legais (recreativos)


Um teste de ADN privado "em casa" (sem controlo de identidade e sem cadeia de rastreabilidade) é geralmente considerado como não legal no sentido "não admissível juridicamente".


É realizado para a sua informação pessoal (origens, curiosidade, indicação de relação), mas não tem valor jurídico.


b) Testes de ADN ilegais (segundo o país)


Em certos países, o simples facto de realizar um teste de ADN privado pode ser considerado como ilegal, nomeadamente quando a lei impõe um enquadramento judicial.


Importante: isto não é uma regra universal. As leis variam segundo os países.


c) Testes de ADN legais via um laboratório privado (com procedimento enquadrado)


Em vários países, é possível fazer um teste de ADN "legal" via um laboratório privado, mesmo fora de procedimento, com a condição de respeitar um procedimento rigoroso (identidade, cadeia de custódia, laboratório reconhecido).


Como fazer um teste de ADN legal (válido juridicamente)?


Segundo as leis do seu país, pode pedir um teste de ADN que será utilizável num procedimento judicial ou junto de um organismo público.


Ponto importante: antes de escolher um teste legal, é recomendado consultar um conselheiro jurídico ou um advogado a fim de verificar a admissibilidade dos resultados.

Os laboratórios não podem garantir que o resultado será automaticamente admitido em todos os processos: isto depende do país, do tipo de procedimento e das exigências locais.


Em que casos é que um teste de ADN legal é útil?


Um teste de ADN legal pode ser útil em numerosas situações, nomeadamente:

  • direito da família (pensão de alimentos, direito de visita, guarda…),

  • imigração e reagrupamento familiar,

  • litígios de sucessão,

  • contestação ou estabelecimento de uma ligação de filiação.


As condições indispensáveis de um teste de ADN jurídico (cadeia de custódia)


A diferença principal entre um teste "recreativo" e um teste "jurídico" é o procedimento.


1) Cadeia de posse (cadeia de custódia)


O laboratório deve manter uma cadeia de custódia desde a recolha até aos resultados. Isto garante:

  • a autenticidade das amostras,

  • a identidade dos participantes,

  • a ausência de substituição.


2) Recolha realizada por terceiro


As recolhas devem ser realizadas por uma pessoa terceira ao teste, por exemplo:

  • um coletor mandatado,

  • ou um profissional de saúde (médico, etc.).


3) Controlo de identidade e documentos obrigatórios


A identidade dos participantes deve ser verificada e os documentos requeridos devem ser corretamente preenchidos.

Sem estes elementos, o resultado pode ser considerado como não admissível.


4) Selos, etiquetagem e separação


O terceiro garante deve:

  • selar e etiquetar as amostras,

  • evitar qualquer contacto direto dos participantes com as amostras,

  • garantir a conformidade do processo.


5) Envio securizado ao laboratório


O terceiro toma a cargo o envio das amostras e dos documentos ao laboratório, frequentemente por correio registado com aviso de receção.


6) Laboratório acreditado e reconhecido


O laboratório deve ser acreditado por organismos competentes e reconhecido para realizar estas análises num enquadramento juridicamente explorável.


Prazos dos resultados

Na sua página original, um prazo indicativo é dado: cerca de 10 dias (segundo o laboratório e país), com os documentos necessários.


Etapas de um teste de ADN legal (resumo simples)


Eis a lógica geral de um teste de ADN legal:

  1. Encomendar o teste (procedimento "legal").

  2. Receber o kit no consultório (frequentemente no médico/coletor).

  3. Realizar as recolhas sob controlo.

  4. O terceiro reenvia as amostras ao laboratório em rastreabilidade.

  5. Receber os resultados por email com os documentos.


O médico (ou terceiro) deve geralmente:


  • verificar a identidade dos participantes,

  • realizar as recolhas salivares,

  • completar os documentos,

  • reenviar o processo ao laboratório com prova de receção.


Ponto-chave: os participantes não devem manipular diretamente o kit ou as amostras num teste legal.


Um teste de ADN legal não pode ser anónimo


Um teste de ADN legal tem precisamente por objetivo controlar a identidade.

Se procura informações sobre o anonimato e a confidencialidade, isso diz antes respeito à proteção de dados (e a um enquadramento não jurídico).


Que tipo de amostra é utilizado para um teste legal?


A sua página original indica que, para um teste legal, a amostra utilizada é exclusivamente salivar.

As amostras não padrão são em geral incompatíveis com um enquadramento legal, pois colocam um problema de identidade, de rastreabilidade e de integridade.


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